Empreendedorismo rosa-choque

As estatísticas do empreendedorismo ganharam um tom de rosa-choque. São mulheres que cada vez mais estão se aventurando no mundo dos negócios, buscando independência financeira, flexibilidade de horários e qualidade de vida. É o milênio da mulher empresária, que não sucumbe frente aos paradigmas de uma sociedade que até hoje a subestima.

Se em um passado não tão distante o sinônimo de uma mulher bem-sucedida era ter um marido de boa posição social e numerosos filhos, hoje a realidade força o dicionário encontrar uma nova definição de sucesso para elas. A começar dentro de casa, vendo suas mães trabalhando, estudando, cuidando da casa, sendo esposas (e mães!), a visão de mundo das crianças é modernizada, porém chega a ser um pouco assustadora. São muitas atividades para uma pessoa só. Acrescentando a isso, ainda há a submissão à uma lei trabalhista que não é devidamente adequada às necessidades da mulher trabalhadora. Mas o sexo feminino, que não tem nada de frágil, não se deixa oprimir e continua lutando por mais qualidade de vida pessoal e profissional. Uma das saídas que tem encontrado é a trilha do empreendedorismo.

A passos criteriosos, as mulheres têm se enveredado nas oportunidades que vem surgindo timidamente para ajuda-las no seu desenvolvimento, como por exemplo, nas grandes indústrias de cosméticos que dão a chance a elas de tornarem-se representantes e consultoras, através de um marketing multinível que retribui e, até recompensa, cada esforço de vendas realizadas.

Outra boa notícia, para empresárias americanas, é que, recentemente, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, juntamente com o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, reuniram-se em uma discussão que visa facilitar o acesso de capital para mulheres empreendedoras. Isso pode servir como incentivo para que outras futuras empresárias possam também dar passos largos rumo à expansão de seus negócios, liderados por habilidades que só se encontram no gênero feminino.

A luta pelo fim do preconceito continua, mas é preciso reconhecer as muitas conquistas obtidas ao longo da história da emancipação da mulher. Os anseios e os sonhos são cada vez mais atuais, uma vez que ter um emprego com equiparação de salário já não basta. Vencendo o medo, a desilusão e os estereótipos, elas querem ser donas do próprio negócio, autoras de si: administram o próprio tempo, determinam o quanto querem ganhar e colocam como metas seus sonhos a serem realizados.

 

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