Inovação catalítica no cinema, em forma de empreendedorismo social

O empreendedorismo social está em alta, e vem ganhando, além de espaço no universo corporativo, as telas de cinema. Prova disso é o filme “Quem se Importa”, de Mara Mourão, que aborda iniciativas empreendedoras que foram além da intenção do lucro.

Mara teve a oportunidade de falar mais sobre sua produção em participação no Festival de Cultura Empreendedora, realizado na cidade de São Paulo. De acordo com a diretora, todo empreendedor social não descansa enquanto não vê suas ideias em prática.

O documentário prova que, de fato, o empreendedor social é um obstinado. Filmado em 18 países, a produção conta a história de empresários sociais como o vencedor do prêmio Nobel da Paz, Muhammad Yunus, que fundou um banco para oferecer microcrédito em Bangladesh, um dos países mais pobres da Ásia, que vive em constantes conflitos com a vizinha Índia por causa de divergências sobre os muçulmanos.

Outra história contada no filme é a de Bart Weetjens. Ele desenvolveu uma incrível técnica para treinar ratos para atuarem na detecção de minas terrestres na Tanzânia. Com a adaptação de ratos para fazer o serviço, é possível concluir em apenas duas horas o trabalho de detecção de um terreno de 200 metros quadrados. Para humanos, cobrir o mesmo espaço leva dois dias.

No festival, a diretora aproveitou o espaço para comentar sobre alguns conceitos que o documentário se propõe a questionar ou validar. Um deles, que diz que o capitalismo prega que é necessário atropelar as pessoas em nome do lucro, é sumariamente condenado.

Para a cineasta, é possível encontrar dentro do próprio regime capitalista o antídoto para as mazelas que ele cria. Um exemplo disso é o que o criador do conceito de inovação disruptiva, professor Clayton M. Christensen, diz sobre o empreendedorismo social. De acordo com o autor, existe uma nova forma de empreender em curso, que, segundo ele, pode ser chamada de inovação catalítica.

A inovação catalítica avança em demandas muito amplas, portanto pouco interessantes para empresas altamente especializadas em atender nichos de mercado. Dentro do que propõe o documentário “Quem se Importa”, as ações registradas não deixam de ser catalíticas, ou seja, quebram modelos estabelecidos pela inclusão de mais pessoas no mercado consumidor.

 

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