Siemens e o Ministério Público Estadual de São Paulo estão avaliando um acordo

A empresa multinacional Siemens e o MPE (Ministério Público Estadual) do estado de São Paulo, estão retomando com as negociações para tentar chegar a um acordo, visando encerrar as ações que estão em andamento contra a companhia na alçada civil, envolvendo investigações sobre o possível cartel formado no caso dos trens, em São Paulo.

Os valores do acordo podem chegar a mais de R$ 1 bilhão, sendo referentes às ações abertas contra a companhia e que foram originadas nas averiguações, que buscam descobrir a existência de crimes que ocorreram na época das licitações tanto do Metrô, quanto da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Mas esse acordo está gerando opiniões diferentes entre os promotores.

Os advogados da companhia encontraram os promotores do Patrimônio Público paulista e também Gianpaolo Smanio, procurador-geral de Justiça. As particularidades ainda não foram acertadas pelos dois lados, mas a Siemens além de pagar uma multa, vai precisar assumir que se envolveu em práticas ilegais. A conclusão é referente somente às ações em relação  ao cartel dos trens paulistas,  nos casos das licitações. As averiguações mostraram que as companhias envolvidas com o esquema superfaturaram os valores cobrados das obras, e também dos trens.

Embora o acordo esteja em fase adiantada, ele está gerando divergências nas opiniões dos promotores, já que uma parte da Promotoria não concorda com a persistência que a Siemens apresenta, em revelar quais são os servidores públicos e os políticos, que estariam implicados em todo esse esquema de corrupção nessas licitações.

Algumas declarações de fontes do MPE disseram que uma resolução está perto de ser acertada, mas nem todos os promotores que atuam nessas ações contra a companhia, estão de acordo com as condições que estão sendo discutidas.

A Siemens já havia tentado um acordo no ano passado, quando a empresa alemã procurou a promotoria do Patrimônio Público, através de um escritório de advocacia e declarou que iria ajudar com as averiguações. Mas os acordos pararam porque a Siemens não quer se declarar culpada, e não quer apontar os políticos e servidores públicos envolvidos.

No momento as discussões estão sendo acompanhadas por outros integrantes do MP, que não fizeram parte do grupo que participou das negociações em 2016. No MPE transita uma ação contra a empresa alemã que pede R$ 1 bilhão, além de solicitar a extinção das empresas que participaram desse cartel.

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